Câmara de Sesimbra vai requalificar imóveis de valor histórico

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A Câmara Municipal de Sesimbra vai iniciar durante o próximo trimestre, ao abrigo do programa de valorização da frente marítima, a requalificação da fortaleza de Santiago, da casa do Bispo e do edifício da rua Dr. Aníbal Esmeriz, três imóveis de valor histórico e cultural situados na área urbana mais tradicional da vila.
A obra mais complexa prevista para a fortaleza de Santiago, que prevê a criação no local do museu do Mar, a que se associa um centro de interpretação e educação, bem como um de um aquário que permitirá descobrir a fauna e a flora do parque marinho Luiz Saldanha, arrancará, contudo, lá mais para o final do ano, depois de serem executadas no imóvel intervenções de demolição e de limpeza de crimes contra o património. 
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A reabilitação integral da fortaleza de Santiago, só agora possibilitada depois de assinatura de um auto de cedência entre a autarquia e a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, em 2009, está estimada em 1,5 milhões de euros. A empreitada prevê a criação de uma área museológica sobre a própria praça militar, a requalificação da casa do Governador, a instalação de um pequeno campo de férias para utilização conjunta com a GNR, e a criação de um espaço de restauro, cafetaria e de um anfiteatro ao ar livre.
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Outro edifício que estava na posse da Câmara Municipal de Sesimbra há alguns anos e que aguardava por uma requalificação era o edifício da rua Dr. Aníbal Esmeriz, que já tinha sido repartição das finanças e sede de associações locais. A empreitada, orçada em 780 mil euros, deverá ser adjudicada ainda durante o mês de Março.
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A intervenção, que decorrerá ao longo de 200 metros quadrados, prevê recuperar o sótão do edifício aumentando assim as áreas necessárias para conservar o espólio municipal. No piso térreo, por sua vez, o projecto prevê restaurar a antiga Mercearia Ideal como espaço para mostra e venda de produtos regionais e a instalação de uma reserva visitável de acervo marítimo. Para o primeiro piso, estão previstas a as áreas essenciais para as reservas do acesso de arqueologia, etnografia e arqueologia industrial, bem como uma reserva de pintura, escultura e artes decorativas. Está prevista ainda a criação de duas zonas destinadas aos serviços técnicos e administrativos, zona de documentação e uma sala polivalente para receber eventos culturais.  Fonte: Setúbal na Rede

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