“Na margem esquerda do Sena, a fachada em vidro do edifício que alberga o Museu d’Orsay ostenta uma enorme tarja publicitária do Chanel nº5.
O Palácio de Versalhes pondera a existência de dois hotéis nas suas imediações (…).
Os Museus Europeus debatem-se com inúmeros problemas, por estes dias. (…) Os subsídios dos Governos têm vindo a diminuir, e os apoios de carácter privado são cada vez menores face à crise. Os Museus, inclusivé os de maior dimensão, são, assim, confrontados com a necessidade de procurar outras fontes de receita. (…)
Em Madrid, o Museu Reina Sofia está a desenvolver uma campanha de publicidade com companhias de electricidade. (…)
O Louvre, o museu mais visitado do mundo, com mais de 8.5 milhões de visitas por ano, aumentou o valor do bilhete de ingresso e pondera atribuir o seu nome a uma linha de relógios produzida por uma conhecida marca suiça. (…)
O Palácio de Versalhes pondera a existência de unidades hoteleiras de luxo na sua estrutura, bem como a utilização do seu nome em linhas de produtos de renome internacional. (…)
Alguns dos Museus mais importantes do mundo encontram-se igualmente a promover a participação de algumas das suas obras mais emblemáticas em exposições um pouco por todo o mundo, cobrando um valor para o efeito. (…)”
Fonte: http://www.theage.com.au/entertainment/art-and-design/europes-culture-shock-20110124-1a2uc.html
