Convento de S. Boaventura
A pintura da pedra de cantaria do Convento de S. Boaventura, em Santa Cruz das Flores, Açores, foi considerada pelo CDS/PP como um “atentado arquitectónico”, mas o director do museu local defendeu ser necessária para “contrariar a erosão”.
Num requerimento enviado no sábado à Assembleia Legislativa Regional, Paulo Rosa, deputado do CDS/PP, contestou a pintura da pedra de cantaria, considerando que os residentes em Santa Cruz ficaram “surpreendidos” ao depararem-se “com a cantaria desse admirável e estimado edifício, um dos ex-líbris arquitectónicos da ilha, pintada de um inusitado amarelo-ocre”.
“Toda a arquitectura religiosa da ilha privilegia o branco e a pedra de cantaria”, recorda Paulo Rosa, sublinhando que o imóvel em questão “é o mais antigo do maior centro populacional da ilha e não há memória pública de outros cambiantes cromáticos, que não a cor própria da pedra de cantaria”.
Luís Vieira, director do Museu das Flores, assegurou que a tinta aplicada sobre a cantaria é facilmente removível, podendo ser substituída no futuro por outro produto que garanta a protecção contra os agentes erosivos.
Fonte: Açoriano Oriental