“Um conjunto de seis ampolas de vidro da Marinha Grande, com pequenas figuras de casais em posições eróticas, foi o início do que é hoje uma considerável colecção de peças a que o proprietário deseja dar visibilidade, retirando-a dos anexos da sua moradia em Coimbra para um espaço museológico, que ambiciona criar em parceria com autarquias ou investidores interessados.
Começou como uma brincadeira, há um quarto de século, mas João Proença, 50 anos, casado, com duas filhas, economista e quadro superior de uma grande empresa da região Centro, entusiasmou-se com o “hobby” e, com olhos de coleccionador, frequentou exposições, recolheu informação, perscrutou oportunidades em leilões na internet e estabeleceu uma rede que lhe assegura contactos com artistas e vendedores de todo o mundo. O resultado é uma colecção de arte erótica com mais de duas mil peças, que inclui pequenas esculturas em materiais diversos, artesanato de muitos países, pinturas a óleo, aguarelas, desenhos originais, jogos, postais, selos, publicidade, “brincadeiras”, mecanismos com “malandrices” e 1.600 livros sobre erotismo e sexualidade.(…)”
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