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“ON.2 – O NOVO NORTE” VIABILIZA 19 NOVOS INVESTIMENTOS EM INFRA-ESTRUTURAS CIENTÍFICAS

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O “ON.2 – O Novo Norte” (Programa Operacional Regional do Norte) viabilizará 19 novas candidaturas de financiamento comunitário para infra-estruturas científicas, que correspondem a um investimento total próximo dos 70 milhões de Euros, financiado em 50 milhões do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), e cujo respectivo esforço nacional não dependerá, regra geral, do contributo do Orçamento de Estado. A construção da sede e instalações do I3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, no pólo da Asprela da Universidade do Porto, é o projecto que arrecada o financiamento mais elevado do ON.2, num valor de 15 milhões de Euros, para um investimento total de cerca de 21,5 milhões. A criação deste instituto e a execução deste equipamento especializado resultam da ligação e fusão dos institutos de Biologia Molecular (IBMC), de Patologia e Imunologia Molecular (IPATIMUP) e de Engenharia Biomédica (INEB). Neste pacote destaca-se ainda a aprovação do apoio à segunda fase de equipamento do INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologias, sediado em Braga, através da aquisição de meios laboratoriais e tecnológicos de vanguarda, de suporte ao seu programa científico. O ON.2 participará com 14 milhões de Euros de financiamento num investimento global de 20 milhões. A abrangência territorial das entidades do sistema científico e tecnológico que são, por esta via, objecto de apoio constitui um aspecto singular e assinalável nesta decisão. No conjunto de apoios agora anunciados encontram-se investimentos no Alto Minho, Cávado e Ave, Alto Douro e Trás-os-Montes, Entre Douro e Vouga e Grande Porto. A construção do “Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade” da Universidade do Minho, a aquisição de equipamentos para o projecto “PromoAgro- Promoção da Competitividade Agro-alimentar” da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e para os Laboratórios “Digital Gabes” do Centro de Investigação & Desenvolvimento do Instituto Politécnico do Cávado e Ave são alguns exemplos. Esta decisão surge na sequência do parecer técnico de peritos nacionais e internacionais convidados a pronunciarem-se sobre o mérito dos projectos e traduz a aposta do ON.2 na capacitação e qualificação das instituições de ciência da Região do Norte, enquanto factor decisivo na criação de um sistema regional de inovação e na promoção de novos factores de competitividade económica. Recorda-se que a estes apoios se soma um conjunto mais vasto em Ciência, Tecnologia e Inovação, nas envolventes empresarial e pública, num montante global que ascende a 800 milhões de Euros de investimentos, e no qual se incluem Infra-estruturas Tecnológicas, Parques de Ciência e Tecnologia, Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica e iniciativas de Empreendedorismo Tecnológico. A Presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e a autoridade de gestão do ON.2 destacam ainda, neste contexto, o significado dos recentes dados divulgados pelo INE, relativos às “Contas Regionais” de 2007, que colocam o PIB do Norte de Portugal num ritmo de convergência face à média nacional, assim como à média da União Europeia. Segundo aqueles dados, a Região do Norte cifra em 2007 um crescimento de 3,4%, o maior de todas as regiões NUTS II do país e com um diferencial de 1 p.p. para a média nacional. Assim, entre 2005 e 2007, o Norte de Portugal traduziu uma recuperação e aproximação aos índices nacionais de riqueza e, mais recentemente, aos de nível comunitário, facto que demonstra a resiliência e capacidade da economia regional em contextos de crise e grande exigência competitiva.

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