Além de Portugal, a rede junta já países da África, Ásia e América Latina, e “representa um processo pioneiro na história da cooperação cultural portuguesa”, segundo um comunicado da Universidade de Coimbra (UC). Pela primeira vez, estão a ser desenvolvidos “esforços para juntar os países que têm património cultural de influência portuguesa e encontrar formas de cooperação efetiva”, adianta. “Será uma das maiores redes de cooperação na UNESCO”, disse o pró-reitor da Universidade de Coimbra Raimundo Mendes da Silva. Em causa “estará todo o património cultural de 25 países (Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Senegal, Gana, Quénia, Tanzânia, Benim, Etiópia, Gâmbia, Nigéria, Índia, China, Malásia, Sri Lanka, Timor Leste, Marrocos, Bahrein, Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai), seja ou não classificado como Património Mundial ou de influência portuguesa. A cooperação que a Rede WHPO irá impulsionar permitirá aos envolvidos “um acesso sem precedentes” a instrumentos e conhecimentos relacionados com a classificação de Património Mundial da UNESCO, promovendo a gestão integrada e sustentável do património já inscrito nesta lista, mas também a capacidade para elaborar Listas Indicativas de locais candidatos, segundo a nota do gabinete do reitor da UC. Os países que integrarão a estrutura irão ainda partilhar o acesso à informação documental, histórica, técnica e científica já produzida ou a produzir sobre o seu património cultural e organizar formação avançada e contínua sobre conservação, gestão, restauro e gestão de Património Mundial, bem como aceder a linhas de financiamento. A rede abrange fundamentalmente património edificado e conta com o empenho de várias entidades nacionais.
Fonte: Jornal Hardmusica
