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Bienal de Cerveira envolta em polémica

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O pintor Henrique Silva manifestou-se hoje ‘muito amargurado’ por alegadamente ter sido afastado da organização das bienais de arte de Vila Nova de Cerveira, mas os novos responsáveis pelo certame garantem que ‘foi ele quem pediu para sair’.
‘Sinto um grande pesar, estou muito amargurado com a forma como me afastaram. Acho que, depois de ter estado 30 anos ligados à organização das bienais e de ter sido presidente da associação Projecto [responsável pelo certame] entre 1985 e 2007, merecia mais consideração’, disse hoje, à Lusa, Henrique Silva.
‘Alegaram que eu estava ultrapassado, que era preciso injectar sangue novo. Desculpas. No fundo, o que eles quiseram foi afastar-me, para ficarem com todo o poder nas mãos’, acrescentou.
Henrique Silva foi director da Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira durante 15 anos, tendo sido substituído na última edição, em 2008, por Augusto Canedo.
No entanto, continuava a integrar o conselho de administração da fundação entretanto criada para substituir a Projecto na organização da bienal.
‘No último sábado, em Assembleia Geral, fui definitivamente afastado da bienal’, queixou-se Henrique Silva, actualmente com 76 anos.
Contactado pela Lusa, o novo director da bienal, Augusto Canedo, garantiu que Henrique Silva já tinha manifestado há três anos a vontade de sair, tendo consumado a sua demissão por carta, datada de Julho.
‘É certo que alguns sócios vinham criticando a eternização de Henrique Silva no poder e que a bienal estava desgastada e acusava uma progressiva inadequação com os tempos modernos. As coisas mudam e temos de aceitar isso com naturalidade. Mas nunca ninguém empurrou Henrique Silva, pelo qual temos o maior carinho e consideração’, disse Augusto Canedo.
(…)

Fonte: Diário de Notícias

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