O Museu Rural de Estremoz, cujo acervo inclui património de arte popular do último meio século, reabriu sexta-feira, Dia Internacional dos Museus, em novas instalações, mas com novo figurino, envolvendo exposições temáticas de longa duração.
Propriedade da Casa do Povo de Santa Maria, o museu foi reinstalado no Centro Cultural e Associativo Dr. José Lourenço Marques Crespo, em Estremoz, em instalações cedidas pelo município. O espaço cultural apresenta o espólio de forma diferente e reabriu com uma exposição sobre a temática das cerâmicas de Estremoz, cidade que tem uma grande tradição na barrística e na olaria, contando o museu no seu espólio com uma colecção de “inquestionável valor e qualidade”.
O acervo do museu, aberto em 1951, é constituído por património de arte popular, englobando peças de “grande qualidade” que retratam a vida rural, principalmente entre 1940 e 1960. A fundação do museu rural deve-se, sobretudo, ao empenho e trabalho de Bento Caldas, um delegado do Instituto Nacional do Trabalho, que contou com o apoio de Cortes Simões, então presidente da Assembleia Geral da Casa do Povo de Santa Maria, dos artistas Capela e Silva e Alberto Cutileiro, assim como do artesão Joaquim Velhinho, entre outros.
