Museu do Prado: novo rosto

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Obras no Prado chegaram ao fim. Espaços serão inaugurados em Outubro .

O novo Prado está aí, de portas abertas ao século XXI. Desde sábado e até 1 de Julho, durante os fins-de-semana, a principal pinacoteca de Espanha, mostra ao público a ampliação dos seus espaços, assinada por Rafael Moneo, que serão inaugurados, em Outubro pelo reis. Para já, pode ver-se, nas novas salas, uma exposição do fotógrafo Thomas Struth com imagens de visitantes de museus perante obras de pintura, de Velásquez a Leonardo.

Nas salas, está, por outro lado, prevista uma exposição, com a duração de mais de seis meses, integrando uma selecção de pintura do século XIX, acervo desconhecido durante anos em virtude das intermináveis obras do Casón del Buen Retiro. Estas obras integrarão, depois, as colecções históricas do Prado, ficando as salas de Moneo reservadas para as mostras temporárias.

Tanto a imprensa espanhola como os especialistas referem-se à “beleza, sobriedade e elegância” do projecto de Rafael Moneo. Mais de 15 mil metros quadrados magistralmente concebidos podem ver-se a partir da porta de Cristina Iglesias, o melhor símbolo da fantasia arquitectónica deste espaço.

Teve de esperar-se cinco anos para as obras terminarem. O orçamento foi, inclusive, aumentado em 84,7 por cento (obras e equipamento ascenderam a 152,3 milhões de euros). Houve, por outro lado, que lidar com gregos e troianos para chegar ao fim desta odisseia, como sublinhou Rodrigo Uría, presidente do Patronato do Museu do Prado no discurso de apresentação à Imprensa, citado pelo ABC.

“A fé neste projecto levou-me a ter de ultrapassar momentos muito duros”, acrescentou o arquitecto navarro que não poupou em materiais, nem pedra, nem madeira, nem bronze. Gastar 1,9 milhões de euros para conservar um velho cedro “não foi um capricho seu, mas uma obrigação.”

Este novo Prado tem três andares de acesso público, unidos por uma escada dupla mecânica. A recuperação da porta de Velásquez, o jardim de buxo ou a integração do claustro do Mosteiro de San Jerónimo el Real no novo edifício marcam esta reconstrução que ofereceu também ao Prado novos e necessários serviços.

Fonte: Diário de Notícias.

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